Morar nos Estados Unidos

Vai morar nos Estados Unidos? 

Saiba o que você precisa saber falar

Morar nos Estados Unidos é o desejo de muitos brasileiros e não é de hoje. O glorioso sonho americano se transformou em uma esperança de um futuro melhor. Mas não é tão fácil entrar no país norte-americano muito menos viver por lá, principalmente por causa da língua. Mesmo para quem já tem conhecimento do inglês, o aprendizado do idioma estrangeiro se torna um grande desafio para quem almeja residir nos EUA.

 

A cultura americana, presente em filmes, músicas e séries, conquistou os brasileiros e popularizou o inglês no país. Mas até para quem está vivendo no país norte-americano as dificuldades para ter fluência na língua ainda são grandes. Muitas vezes, os estrangeiros sequer são capazes de se comunicar de uma maneira correta, o que traz mais dificuldades ao morar nos EUA. 

 

Mas, afinal, o que você precisa saber falar no inglês para morar nos Estados Unidos? Saiba falar ao menos o básico. Vamos dar algumas dicas para ajudar nos seus estudos do inglês para aprender mais rápido e diminuir as dificuldades na Terra do Tio Sam.

 

Antes de tudo, tenha em mente algo essencial: escolher um estado com poucos brasileiros. Ao decidir ir morar nos Estados Unidos, dê preferência para locais onde você fale menos português e conviva com nativos. Assim, você se obriga a falar mais o inglês e entra em contato com a língua diariamente, o que ajuda no aprendizado e a se estabilizar no país.

 

Dicas para aprender inglês ao morar nos Estados Unidos

 

Se você já mora nos Estados Unidos e ainda precisa de ajuda para saber falar o inglês, você já tem um aliado: a tecnologia. O celular, o computador e todos os dispositivos móveis são os maiores aliados para quem vive no país norte-americano e quer melhorar sua pronúncia. Para aprender inglês e se comunicar bem, a primeira opção é procurar uma escola de idiomas para aprender a língua. 

 

Mesmo sem ter fluência ou estar em um nível mais avançado, é importante conhecer palavras e expressões cotidianas, saber fazer perguntas básicas, entender significados de números, cores, dias da semana, datas, entre outros assuntos que fazem parte da nossa vida. Veja algumas dicas preciosas e que vão te ajudar nesse processo de aprendizado:

 

Use aplicativos

A era digital criou novas formas de se aprender inglês e ter acesso a um conteúdo mais amplo e prático. Além de acessar sites, hoje é possível aprender o idioma, exercitar o que já foi ensinado em cursos tradicionais e até mesmo tirar dúvidas e ajudar outros estrangeiros através de aplicativos. O Duolingo e Hello English são boas opções para complementar seus estudos e utilizam um método bem eficaz: os jogos. 

 

Você vai avançando de fase (nível) conforme vai passando nas atividades passadas nas lições online. Os aplicativos ajudam tanto um iniciante quanto um estudante avançado no inglês. Eles inclusive trazem a forma correta de pronunciar palavras e frases. Isso facilita para quem está em outro país e não quer falar algo que expresse outra informação.

 

Assista filmes, documentários e séries

Ao pisar em solo americano, que tal aproveitar para exercitar seu ouvido e sua leitura? Se você ama séries, filmes, documentários e até mesmo canais de televisão, a dica é assistir tudo em inglês. Há a opção de closed caption em alguns televisores. Mas há outras formas mais simples e acessíveis como canais de streaming e até mesmo o Youtube.

 

Aliás, você já pode começar a assistir filmes e seriados legendados ainda no Brasil para se familiarizar e aperfeiçoar o idioma. Comece com áudio em inglês e legendas em português, depois substitua por legendas em inglês até não precisar mais delas para entender os diálogos.

 

Leia um jornal todos os dias

Sabe qual é a forma para ir se acostumando com as expressões locais ou palavras difíceis, ou mesmo frases mais complexas? Ler jornal! Ao morar nos Estados Unidos, tente comprar diariamente um exemplar impresso, principalmente se for mais tradicional. 

 

Há a opção da versão digital, que é até mais barata que a impressa e que você pode acessar várias vezes o arquivo. Desta forma, é possível se acostumar com a língua, com a construção de frases e ideias, aprender novas expressões idiomáticas e potencializar o seu vocabulário.

 

Faça cartões para memorizar palavras

Um método antigo e tradicional de memorização, além de ser um coelho na cartola nos momentos de aperto, é criar cartões de palavras. Conhecidos como “flashcards”, esses quadradinhos de papel contém uma palavra nova que você irá aprender no novo país. Mas essa é apenas mais uma forma de ajudar nos estudos e no dia a dia, aliada aos estudos diários do inglês.

 

Na internet, é possível encontrar ferramentas online e gratuitas para auxiliar a criar cartões de memória online. O “Quizlet” é um deles, onde você pode desenhar seus próprios cartões ou utilizar os cartões feitos por outras pessoas. 

 

Mude a língua do celular e do computador

Seus aparelhos eletrônicos e dispositivos móveis, como celulares, computadores e tablets, podem ser adaptados assim que você chegar nos Estados Unidos. Troque as configurações e já vá se habituando com as horas e os dias da semana em inglês, datas, nomes de ações e tudo que possa desenvolver o seu cérebro a compreender o significado da palavra já na língua inglesa.

 

Tire principalmente proveito do celular, que é um aparelho que você leva para todos os lugares e consulta o tempo todo, inclusive para acessar o Google Tradutor e ajudá-lo na tradução de palavras e frases, além da pronúncia correta.

 

Conheça algumas expressões em inglês

Antes mesmo de viajar ou já estar morando nos Estados Unidos, é importante conhecer algumas expressões básicas em inglês. Há frases e questionamentos cotidianos, como pedir ajuda ou alguma informação, saber onde fica um banheiro e até receber avisos e instruções de segurança que você precisa saber falar. Vejamos aqui algumas frases rotineiras que você pode memorizar e aprender para não passar aperto ao morar nos EUA:

 

  • Can I help you? (Posso te ajudar?)
  • Can you please give me some information, please? (Você pode me dar uma informação, por favor?)
  • Where do I buy cell phone chip? (Onde eu compro um chip de celular?)
  • Be careful  about pickpockets. (Cuidado com trombadinhas/batedores de carteira)
  • The tourist information office is near here. (O escritório de informações turísticas fica perto daqui.)
  • What are the opening times? (Qual é o horário de funcionamento?)
  • It’s not open to the public. (Não está aberto ao público)
  • You can take photos. (Você pode tirar fotos)
  • The toilets are over there. (Os banheiros ficam ali)
  • Your passport, please. (Gostaria de ver seu passaporte, por favor)
  • Lunch is included in the price. (O almoço está incluso no preço)
  • Leave valuables in the hotel safe. (Deixe as coisas valiosas no cofre do hotel)

 

Há frases utilizadas para fazer compras, quando você está em um restaurante, para saber informações sobre o transporte público ou hotel. Confira algumas dicas para não esquecer:

 

No transporte público (metrô, ônibus, aeroporto, táxi…):

  • Excuse me, how do I get to the subway station? (Com licença, como eu faço para chegar na estação de metrô?)
  • Where can I find a bus stop? (Onde eu posso encontrar um ponto de ônibus?)
  • How much is it for the ride? (Quanto é pela corrida?)
  • Do you know where I can find a taxi? (Você sabe onde posso encontrar um táxi?)
  • Please, I would like to buy a ticket to the airport. (Por favor, Eu gostaria de comprar uma passagem para o aeroporto)
  • What’s your seat number? (Qual o número da sua poltrona?)
  • How long does the flight take? (Quanto tempo dura este voo?)
  • Can you show me where the hotel is? (Você pode mostrar onde é o hotel?)

No restaurante ou bar:

  • A table for two, please. (Uma mesa para dois, por favor)
  • May I see the menu, please? (Posso ver o cardápio, por favor?)
  • Excuse me, I would like to order, please. (Com licença, eu gostaria de fazer o pedido, por favor)
  • I would like to pay, please. (Eu gostaria de pagar, por favor)
  • We would like to split the bill. (Nós gostaríamos de dividir a conta)
  • I would like my steak medium/well done, please. (Eu gostaria do meu bife ao ponto/bem passado, por favor)

Para usar em um hotel, albergue ou casa alugada:

  • Is there a room available? (Há um quarto disponível?)
  • How much is it per day? (Quanto é a diária?)
  • Eu gostaria de fazer o check in, por favor. (I would like to check in, please)
  • Eu gostaria de fazer o check out, por favor. (I would like to check out, please)

 

Quando você está em um loja:

  • How much is this? (Quanto custa isso?)
  • How much does it cost? (Quanto custa esse produto?)
  • What time do you open/close? (Que horas vocês abrem/fecham?)
  • Are there any restrooms in the store/in the restaurant/ in the bar? (Tem banheiro dentro da loja/do restaurante/do bar?)

Planejamento é essencial!

Gostaram das dicas acima? Mas saibam que o princípio básico antes de decidir morar nos Estados Unidos é se planejar. Monte um plano de estudos, decida se a viagem é para aperfeiçoar o seu inglês, fazer faculdade ou alguma especialização, ou ainda ir trabalhar no país, com autorização, é claro. 

 

Hoje, o Brasil é o 13º país que mais envia estudantes para os EUA. Por isso, priorize lugares onde tenham menos conterrâneos, como no caso da Flórida, e busque cidades e estados onde você possa se dedicar a conhecer pessoas que só falam inglês e criar até mesmo um círculo de amizade.

 

Leia sobre opções de escolas, instituições, cursos e tudo que for necessário para ajudá-lo a aperfeiçoar a língua inglesa. O segundo passo é definir seu tempo de estudo. Isso deve ser feito antes da viagem. É necessário saber quanto tempo você terá disponível para aprender em semanas, meses ou anos, e, assim, definir a carga horária diária e semanal de estudos.

Para cursos longos, como faculdades e especializações, há um tempo já determinado. Mas um intercâmbio pode durar de um mês até anos. É o seu objetivo que irá determinar a melhor escolha.

 

Uma história real

 

Um rapaz de Minas Gerais se mudou ilegalmente para os Estados Unidos. Essa é uma ideia que nós não recomendamos e essa história está aqui para representar um outro princípio, que ficará claro mais a frente neste relato. Essa história é real, mas por princípio vou manter o anonimato das pessoas.

 

Este rapaz que se mudou para os Estados Unidos ilegalmente, depois de muito esforço, perrengue e labuta, conseguiu se legalizar e ficar mais seguro: tinha uma casa alugada, trabalhava em construção civil e as coisas estavam começando a se estabilizar. 

 

O irmão mais novo, aqui no Brasil, quis fazer a mesma trajetória desse irmão mais velho que havia imigrado. Avisou o irmão, comprou uma passagem e foi para lá como turista, com a mesma intenção de ficar por lá e começar a vida.

 

O jovem chegou aos EUA sem falar uma palavra de Inglês e isto era um problema para ele. Mesmo o tempo que passou, ainda na condição de turista, na casa do irmão, não ajudou em nada.

 

Depois de um tempo, o visto dele venceria e as condições de estada dele no país mudariam: ele se tornaria um imigrante ilegal.

 

O irmão mais velho, já estabilizado, tinha medo de alguns vizinhos, que, eventualmente, poderiam denunciar a presença do irmão mais novo como ilegal, e complicar a vida de ambos. Então ele tomou a decisão que justifica a presença deste relato aqui:

todos os dias ele dava U$ 5 dólares para o irmão para ele ir passar o dia em um complexo com 3 salas de cinemas que havia ali no bairro. Naquele lugar, se você pagasse apenas uma entrada, poderia assistir 2 ou 3 filmes, quantas vezes quisesse.

 

E o garoto ia lá. Dia após dia, ficava lá, da hora em que o lugar abria até de noite. Assistindo filmes. Os mesmos filmes porque o cinema mantém um filme em cartaz por um certo tempo. Ele assistia e re-assistia os mesmos 3 filmes por semanas. 

 

O que aconteceu com a vida do garoto? As coisas deram certo, mas essa é outra história, mas depois de um mês assistindo filmes, sem legenda, sem parar, dia após dia, sozinho naquelas salas de cinema, o garoto aprendeu Inglês fluentemente. Esse é o ponto deste relato.

 

A mente dele ficou exposta a um desconforto considerável muitas horas por dia por um mês. A mente do garoto se adaptou.

 

Por isso este relato é interessante e achamos conveniente compartilhar com você aqui: todo mundo pode aprender, mas é necessário sair da zona de conforto o máximo de tempo possível, todos os dias se possível.

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